Sérgio Poli chama locutor de rádio comunitária de “canalha e cachorro”, e afirma: “vou tomar vacina contra raiva”
Além das críticas ao vice-prefeito Leonardo Folim (PSC), o presidente da Câmara, Sérgio Poli (PV), usou o microfone para demonstrar sua irritação com o locutor...
Imagem por Folha de Iperó e Texto por Folha de Iperó - 07/04/2018 às 14:47
- Atualizado 01/03/2023 às 14:47
Além das críticas ao vice-prefeito Leonardo Folim (PSC), o presidente da Câmara, Sérgio Poli (PV), usou o microfone para demonstrar sua irritação com o locutor Ricciotti, da rádio comunitária Yper FM. Poli comentou a respeito de supostas críticas que o radialista teria feito a ele, ao vivo. “Chegou ao meu conhecimento o que uma pessoa da rádio disse, um tal de Ricciotti. […] Na sessão passada, eu disse que o PSDB, através do governo do Estado, deixou a liberação de emendas dos deputados para a última hora, para o ano eleitoral, porque tem verba aguardando desde 2013. Foram essas as palavras que eu quis dizer”, disse Poli e depois, disparou. “Primeiro eles [a rádio] falam que não faziam política, mas agora disseram que o PSDB trouxe emendas, e o meu partido, o PV, nunca trouxe nada. O nosso partido já trouxe mais de R$ 1,5 milhão para Iperó, sem contar com o mais importante, que foi a Univesp”, destacou em discurso.
“Me enoja as pessoas falando de política, ou citando meu nome na rádio, fazendo politicagem para cima de mim. Eu não admito”. O presidente da Câmara destacou ainda, que o locutor, falou de sua vida pessoal, sobre supostos medicamentos do qual Sérgio Poli faria uso. “Como se trata de uma rádio comunitária, eu devo esclarecimento ao povo de Iperó. O cidadão fala que eu devo ter tomado um remédio, por isso tenho falado mal do PSDB. Eu tomo sim. Tomo omeprazol, porque tenho problema de estômago. Tomo Neosaldina, porque às vezes tenho dor de cabeça. Mas vejo que agora tenho que tomar injeção contra raiva, tétano, por esse canalha e cachorro falando de mim todo dia, me perseguindo”.
O vereador considerou em sua fala que o trabalho feito pela população iperoense está “doendo na barriga de alguém”, e ressaltou que vai continuar trabalhando pelo município. “Eu não tenho medo de rádio comunitária, não tenho medo de jornal. Eu só acredito em Deus, em primeiro lugar, em seguida, no trabalho que temos feito em equipe nessa Casa de Leis, sem brincadeira e sem lealdade. E a brincadeira vai acabar a partir de agora no nosso município”.
Para Poli, a rádio deveria abordar outros assuntos, como cobrança em melhorias na saúde e na educação. Logo depois, finalizou seu discurso reforçando que iria tomar vacina. “A partir de amanhã estarei indo no posto de saúde de Iperó, para tomar vacina da raiva e de tétano, tendo em vista que o senhor [Ricciotti], como um cachorro, canalha, ordinário, fica falando de mim na rádio comunitária”. Ao finalizar sua fala, Sérgio encerrou a sessão ordinária.