Operação contra furto de energia identifica irregularidades em dois restaurantes de rede de fast-food de Sorocaba

Operação contra furto de energia identifica irregularidades em dois restaurantes de rede de fast-food de Sorocaba Imagem por CPFL e Texto por CPFL
  • 30/09/2026 às 17:50
  • Atualizado 30/09/2026 às 17:50
Compartilhe:

Tempo de leitura: 00:00

Uma operação conjunta entre a CPFL Piratininga e a Polícia Civil identificou duas unidades comerciais em Sorocaba realizando furto de energia elétrica. As irregularidades foram constatadas em restaurantes de uma mesma rede de fast-food localizadas na Rua Domingos Julio no bairro Campolim, e na Avenida Itavuvu, no Jardim Santa Cecília. Os locais estavam consumindo energia de forma irregular. Num dos casos a responsável foi encaminhada à delegacia e em outra a responsável teve colhido seus dados pessoais para a devida lavratura do boletim de ocorrência policial.

Balanço

Na região de Sorocaba, foram constatadas 6.479 irregularidades nos oito primeiros meses do ano. Neste mesmo período, houve a recuperação de 2.400,00 MWh oriundo do processo de inspeção. Os números refletem o trabalho permanente de fiscalização realizado em toda a área de concessão. As irregularidades são identificadas por meio de inspeções, análises técnicas, denúncias da população e, quando necessário, operações realizadas em conjunto com as autoridades policiais.

 Lei mais rígida

O furto de energia é crime previsto no Código Penal. Com a Lei nº 15.397/2026, a pena para o furto simples subiu de um a quatro anos para um a seis anos de prisão, além de multa. Como a pena máxima passou de quatro anos, o delegado não pode mais arbitrar fiança em caso de flagrante: qualquer decisão sobre soltura ou fiança agora é exclusiva do Poder Judiciário.

O agravamento da punição chega em um momento em que o furto de energia impõe ao setor elétrico brasileiro um prejuízo bilionário. Segundo a Abradee, as distribuidoras registraram R$ 11,3 bilhões em perdas com furtos e fraudes em 2025, dos quais cerca de R$ 7,8 bilhões foram repassados às tarifas e pagos por todos os consumidores. Levantamento da ANEEL indica que as perdas não técnicas somaram R$ 11,5 bilhões no ano passado, o equivalente a 7,1% de toda a eletricidade produzida no país.

 

Riscos à população

Popularmente conhecido como “gato”, o furto de energia está entre as irregularidades mais comuns, assim como adulterações de medidores e outras intervenções feitas para impedir ou reduzir o registro correto do consumo.

Essas práticas, realizadas sem critérios técnicos e fora dos padrões de segurança, podem sobrecarregar a rede, provocar oscilações e até interromper o fornecimento. Há ainda riscos de curtos-circuitos, incêndios e choques elétricos, que podem atingir não apenas quem realiza a fraude, mas também moradores, trabalhadores e outras pessoas da comunidade.

 Denuncie

A CPFL reforça que somente as equipes da companhia estão autorizadas a mexer na rede elétrica e nos medidores. Ao notar uma situação suspeita, a orientação é não se aproximar e nem tentar resolver por conta própria — comunique a ocorrência pelos canais oficiais. A denúncia é totalmente anônima e segura, pelo aplicativo "CPFL Energia" ou pelo site www.cpfl.com.br/fraude.

 Tecnologia

Além das denúncias e inspeções em campo, o combate às irregularidades conta com o apoio de tecnologias e análises que permitem à CPFL direcionar as fiscalizações e ampliar a eficiência das operações. Entre as soluções utilizadas estão sistemas de medição e monitoramento, caixas de proteção em unidades reincidentes, medidores instalados em locais protegidos e, em determinados segmentos, conjuntos blindados com leitura externa e acompanhamento remoto.