Munícipe usa tribuna popular para criticar condições de trabalho dos Guardas Civis Municipais

As condições de trabalho dos Guardas Civis Municipais da cidade foi tema de questionamento e da tribuna livre da Sessão Ordinária da última terça-feira (11)....

Munícipe usa tribuna popular para criticar condições de trabalho dos Guardas Civis Municipais Imagem por Folha de Iperó e Texto por Folha de Iperó
  • 14/10/2022 às 11:59
  • Atualizado 02/03/2023 às 11:59
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As condições de trabalho dos Guardas Civis Municipais da cidade foi tema de questionamento e da tribuna livre da Sessão Ordinária da última terça-feira (11).

O munícipe Fábio da Silva de Castilho utilizou o tempo da tribuna livre para fazer alguns questionamentos sobre condições de trabalhos da Guarda Civil na questão do armamento que os funcionários portam e também sobre as gratificações desses servidores.

Primeiramente o munícipe Fábio, parabenizou os funcionários da GCM, que no último dia 10 de outubro foi comemorado o dia do Guarda Civil Municipal, porém a preocupação do munícipe é com as condições de segurança na quais os funcionários estão trabalhando.

A primeira preocupação do munícipe Fábio são as promoções atrasadas dos servidores. Citando diversas leis, Fábio citou que as gratificações são direitos dos funcionários que estão atuando dia e noite guardando o maior patrimônio da cidade, que são os cidadãos.

“A evolução da carreira é um direito assegurado ao guarda municipal, e garantido pela Lei complementar nº 189 de 2022. Os próprios artigos 141, 142, 143 e 144 da lei complementar asseguram o direito deste profissional, é uma discussão que devemos levar muito a sério, a promoção é reconhecimento institucional dos serviços prestados pelo profissional dedicado ao serviço”, disse o munícipe Fábio Silva de Castilho, que solicitou a Câmara para interceder junto ao executivo a regularização das promoções atrasadas.

O segundo tema foi a respeito do armamento que os GCMs da cidade estão utilizando na cidade. Fábio afirmou que reparou no armamento dos Guardas Civis de Boituva, onde os três GCM portavam pistolas padronizadas (ou seja, os três GCMs tinham o mesmo tipo de pistola) e ao reparar no armamento dos GCM de Iperó, os Guardas portavam revólver 38 que foram doados.

“Considero uma falta de sensibilidade do Comando da GCM essa situação, e quem perde com isso é a sociedade, somos nós. Precisamos cobrar do Comando da Guarda a certificação desses armamentos doados, se realmente eles estão em condições de uso. A vida útil do armamento é longa, eu sei disso, mas precisamos saber da vida útil desse armamento, se eles foram testados regularmente. Sabe por que estou falando isso, quando um Guarda Municipal, precisar usar essa arma, será que ela realmente vai usar? Não quero aqui descaracterizar as doações, longe disso, nem colocar em dúvida a qualidade dos armamentos, mas precisamos pensar nisso e cobrar do Comando da Guarda Municipal um estudo para a compra de novos armamentos, nós temos aqui uma indicação do vereador Luis Rodrigues que ele indica a compra de três armas para a Guarda Civil Municipal, não está na hora de cobrarmos o Comando da Guarda desta indicação importante, porque é muito fácil você ser Comandante da Guarda portar uma pistola e os seus funcionários com revólver, que hierarquia é essa?”, disse o munícipe Fábio.

Após a fala do munícipe, o presidente da Câmara dos Vereadores Nenão Valário (PTB) afirmou que recebeu uma comitiva da GCM com algumas reivindicações por parte dos Guardas Civis Municipais, e será pautado na próxima reunião do CONSEG e na sequência será encaminhado uma reunião com o Prefeito Municipal Léo Folim para a discussão do tema.